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          Noticia

    Viver mais e melhor

    Marcela R. S. Duarte Arisa
    Coordenadora de Enfermagem – Medicina Preventiva

    Tem sido muito divulgado pela mídia o fato de que a população mundial tem envelhecido muito e muito rapidamente. Aliás, este é um fato que já vem ocorrendo em países desenvolvidos e teve início recente nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

    A questão nos remete à reflexão a respeito do nosso próprio envelhecimento, e ao tipo de vida que estamos preparando para nós no futuro.

    A prática diária nos mostra que os idosos têm chegado à terceira idade doentes e incapacitados. O pior é que na grande maioria da vezes são acometidos por doenças preveníveis.

    Está provado que envelhecer bem é o prêmio de quem começa a se cuidar mais cedo. Temos a oportunidade de garantir um bom envelhecimento através dos novos conhecimentos científicos, do desenvolvimento e acesso à Medicina Preventiva, do acesso à informação e, o mais importante, através da nossa disposição pessoal.

    Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, cerca de 60% dos agravos à saúde que ocorrem com a população devem-se a erros pessoais, como a adoção de hábitos insalubres. Isso reforça a idéia de que nossa saúde depende de escolhas essenciais que fazemos ao longo da vida, como não fumar, beber pouco, comer moderadamente, usar protetor solar, se exercitar de acordo com o recomendável para a faixa etária e para as condições físicas.

    A receita parece simples (e é, inclusive, barata). Mas, por que não a seguimos?

    Trabalhar com a prevenção primária, ou seja, com a prevenção efetiva das doenças a pacientes sadios, nos remete a uma árdua tarefa. Todos sabemos os males que algumas práticas, como o tabagismo, podem causar. Não é preciso realizar palestras educativas, tão pouco colocar fotos chocantes no verso dos maços de cigarro. Porém, poucos seguem a recomendação de abandonar o vício, mesmo com um risco claro e iminente de um problema sério de saúde, como um enfarto do coração, por exemplo.

    Algumas pessoas acreditam também no fator genético como garantia de um envelhecimento sadio. A genética pode ampliar as fronteiras da idade, mas não garante qualidade de vida.

    Embora a definição de qualidade de vida seja muito subjetiva, não é mais novidade que buscar e manter o bem-estar é sinônimo de uma boa saúde e de um envelhecimento saudável.

    O problema é que o bem-estar está muito relacionado com a cultura individual, e também com os fatores sócio-econômicos, que interferem diretamente na adoção ou não de certos hábitos saudáveis.

    Por isso trabalhar com a prevenção é tão difícil. Mas vale a pena!

    Estudos demonstram que o controle do peso reflete proporcional e positivamente no valor da pressão arterial. Foi comprovado também que um indivíduo com 5 anos de abstinência ao fumo possui risco de Acidente Vascular Cerebral (derrame) equivalente ao de uma pessoa que nunca fumou.

    A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) realizou um estudo com 50 idosos sedentários. Durante um semestre estes idosos foram estimulados a fazer caminhada, bicicleta e esteira. Estas atividades melhoraram seu desempenho em memória, cálculo e linguagem. Isso pode ser explicado pois exercitar o corpo faz o sangue circular e leva oxigênio às áreas menos irrigadas do cérebro. Este estudo comprova não só os benefícios já conhecidos do exercício, mas também os relacionados às funções cognitivas.

    Infelizmente, não há um receita para a conquista da saúde e do envelhecimento saudável, mas se pudéssemos dar um conselho a você, leitor, pediríamos para que cuide da saúde, descubra múltiplos interesses, leia, jogue xadrez, monte quebra-cabeças, cante, dance, fuja do estresse, seja feliz (não fique esperando um momento ou uma condição para a felicidade), construa relações sociais. Essas pequenas ações podem ser sementes que permitem vivermos mais e melhor!

     
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